quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Uma discusão sobre a (antítese da) Beleza.
"Mais especificamente , expressam-se aqui algumas antíteses significativas que permanecem em solução dentro da concepção grega da beleza, que se mostra bem mais complexa e problemática do que as simplificações operada pela tradição clássica. Uma primeira antítese é aquela entre beleza e percepção sensível. Se de fato a beleza é perceptível, mas não completamente, pois nem tudo nela se exprimeem formas sensíveis, abre-se uma perigosa oposição entre Aparência e Beleza: oposição que os artistas tentarão manter entreaberta, mas que um filósofo como Heráclito abrirá em toda sua amplidão, afirmando que a beleza harmônica do mundo se evidenvia como casual desordem. Uma segunda antítese é aquela entre som e visão, as duas formas perceptivas privilegiadas pela concepção grega(provavelmente porque, ao contrário do cheiro e do sabor, são recondutíveis a medidas e ordens numéricas): embora se reconheça a música o privilégio de exprimir a alma, é somente as formas visíveis que se aplica a definição de belo como aquilo que agrada e atrai." Umberto Eco
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